O mundo me decepciona
Não me sinto a vontade no meio de toda essa gente...
Será que o problema é comigo?
Esta solidão me condena...
A raça humana não merece as belezas que o mundo tem a oferecer...
Talvez nem eu mereça, sou mais uma!
Tento fugir da minha humanidade,
mas é difícil nadar contra essa corrente de dejetos!
Ainda não sei o que estou fazendo aqui...
Noite passada, desejei não estar mais aqui...
Talvez um dia eu encontre as respostas que tanto procuro...
As poucas alegrias que encontro está no simples brilho dos olhos
Dos seres sem o livre pensar...
É tão doce o olhar dos seres irracionais, às vezes tão desprezados...
O que estas pessoas têm de melhor?
Por que os seres humanos se acham melhores, que os ratos?
A culpa da sujeira é da (ir)racionalidade burra do ser humano
Que defeca a própria água que o mantém vivo...
Humanos: Fétidos dejetos se sentem melhores por quê?
Com seus melindres fúteis:
Muito ego e pouco conteúdo.
Muitos me contestarão...
Será que eu estou louca, ou só caí na real?
Esse mundo é para os que têm o coração puro...
A raça humana invade a cada dia mais um espaço que não os pertence...
Procriam seus malditos frutos, para que estes continuem a destruição
Do mundo que não os pertencerá também!
O que se é não está mais na essência, e sim naquilo
Que os rótulos dizem...
O valor não está mais no coração justo,
E sim, na conta bancária!
E eu, continuo procurando...
Tento encontrar a pureza da simplicidade,
Que se tenta substituir por diversões caras
E belos corpos fabricados...
E tudo que se vê, é uma grande mentira...
Eu só queria encontrar o meu lugar em meio à simplicidade das coisas
Que o dinheiro esconde, mas não pode comprar...
A humanidade perdeu a essência de ser humano,
Não há mais carne sobre os ossos, é tudo de plástico!
O que se tem não é mais do que corações congelados e ideias enlatadas.
Estamos cercados pelo vazio da vaidade, e assim a estética prevalece
Sucumbindo a beleza simplória da vida...
(Alice Santana)