quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Utopias Possíveis...


 Hoje vou me rebelar contra a banalidade
Quero atropelar a desigualdade...
Não vou mais ferir a mim,
Nem me conformar de que o mundo é assim...

Hoje acordei com vontade de matar a solidão...
Silenciar a inveja e iluminar a escuridão...
E que tudo seja vida,  
E se faça da ignorância prática esquecida...

Hoje acordei desejando  que a alegria seja constante
E  a tristeza não mais que um instante...
Que a miséria seja extinta com rigor
E que se façam piadas com o falso pudor...

Hoje acordei sonhando na realização de minhas utopias...
Acreditando no triunfo das minorias!
E que seja proibida toda forma de proibir...
E que a liberdade tenha o direito de existir!

Hoje acordei desejando o fim do vício do sistema
Que se faça encerrado tal dilema...
E que o respeito às diferenças seja respeitado
E que não se viole a dignidade por míseros trocados!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

...


Estou cansada do comodismo da modernidade...
Todos seguem os princípios
do senso comum:
Não há mais vida
nas ruas da cidade.

A estética prevalece sobre a ética.
Não há limites para
o desprovimento humano de inteligência:
Há rastros de sangue na rua
e todos param para assistir o último suspiro da inocência...

Nossas vidas foram vendidas
e nossas crianças violadas por alguns trocados.
E já não há mais muitas saídas...
A ignorância traz felicidade:
a maioria assiste a tudo com os olhos vendados...

Ninguém mais está disposto a lutar:
É bem melhor tomar um porre,
ligar a tevê e sonhar...
Para quem assiste ao Noticiário Nacional fica tudo mais fácil,
Não precisa pensar:é só fazer cara de conteúdo e imitar!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Poeminha sem título...




Faço parte do elenco
do Espetáculo do Mundo.
Dias longos, noites breves
E música para compensar
os sonhos não sonhados...

O dia mal se desenha
e meu despertar é mais uma vitória
O amor que sinto por mim
É o motivo do meu abrir de olhos ao amanhecer...
Agradeço ao universo por essa felicidade
que toma conta dos meus dias...

Sou filha de Narciso...
Homens passaram, homens passarão:
Todos objetos da minha vaidade
e vítimas do meu prazer.
Não me orgulho disso,
Tão pouco me arrependo...

Não tenho mais medo de ser quem sou....
Amo minha vida.
E amo tudo o que se reflete em mim...
E se acaso sou motivo de ódio alheio,
isso não me decepciona,
Tão pouco me interessa....


(ALICE SANTANA)

Nostalgias...

Meu sorriso bobo sem  rumo
Minha  garganta engasta com a indignação:
A injustiça não se resolve...
Aquele brilho agora se resume em mais uma estatística:
É  apenas um  negro pobre (entre tantos) morto no chão!

Quem poderia entender...?
Quem saberia explicar...?
O vazio permanece...
Nada mais está no lugar...

E nas ruas, tudo se resume
Em mais uma nota na página policial...
Pessoas se divertem, os curiosos comentam...
A prática da ignorância já é um ato normal!

Uma vida inteira e só restam lembranças...
A esquina está vazia,
tal ausência é um punhal...
Nada mais está no lugar,
nada poderá ser igual...

Tudo que éramos se resume em nada,
Pois o que se tem é mera melancolia...
Sorrisos atuais, brotam da velha lembrança,
Ah... Saudades daquela velha alegria...






terça-feira, 28 de junho de 2011

As pessoas “pensam” que pensam


                As pessoas “pensam” que pensam. É muito comum ouvir por aí, pessoas dizendo: “eu penso nos outros”; “eu penso em ajudar outras pessoas”;”hoje eu estava pensando na minha vida e percebi que tenho que fazer diferente...”; etc., etc....
                Bem, analisando esses comentários que ouço por aí, me fiz um questionamento: Quase todos os dias ouço pessoas relatando pensamentos parecidos com os acima citados. E nossa sociedade está a cada dia que passa mais individualista e cruel. Com tantos pensamentos altruístas espalhados por aí, por que  as coisas me parecem piorar dia após dia?
                Hum... Ainda não consegui chegar a uma conclusão  exata. No entanto, duas idéias me vêem à cabeça: A primeira é que são todos um bando de hipócritas, mentirosos do caralho! Já a outra idéia, é que as pessoas andam pensando demais, falando demais e agindo de menos!  

 ( IGUALMENTE CONTINUAM SENDO HIPÓCRITAS...)

domingo, 26 de junho de 2011

Reflexões (um pouco de filosofia, criticidade e romantismo...)

O mundo me decepciona
Não me sinto a vontade no meio de toda essa gente...
Será que o problema é comigo?
Esta solidão me condena...
A raça humana não merece as belezas que o mundo tem a oferecer...
Talvez nem eu mereça, sou mais uma!

Tento fugir da minha humanidade,
mas é difícil nadar contra essa corrente de dejetos!
Ainda não sei o que estou fazendo aqui...
Noite passada, desejei não estar mais aqui...
Talvez um dia eu encontre as respostas que tanto procuro...

As poucas alegrias que encontro está no simples brilho dos olhos
Dos seres sem o livre pensar...
É tão doce o olhar dos seres irracionais, às vezes tão desprezados...
O que estas pessoas têm de melhor?
Por que os seres humanos se acham melhores, que os ratos?

A culpa da sujeira é da (ir)racionalidade burra do ser humano
Que defeca a própria água que o mantém vivo...
Humanos: Fétidos dejetos se sentem melhores por quê?
Com seus melindres fúteis:
Muito ego e pouco conteúdo.


Muitos me contestarão...
Será que eu estou louca, ou só caí na real?
Esse mundo é para os que têm o coração puro...
A raça humana invade a cada dia mais um espaço que não os pertence...
Procriam seus malditos frutos, para que estes continuem a destruição
Do mundo que não os pertencerá também!

O que se é não está mais na essência, e sim naquilo
Que os rótulos dizem...
O valor não está mais no coração justo,
E sim, na conta bancária!

E eu, continuo procurando...
Tento encontrar a pureza da simplicidade,
Que se tenta substituir por diversões caras
E belos corpos fabricados...
E tudo que se vê, é uma grande mentira...
Eu só queria encontrar o meu lugar em meio à simplicidade das coisas
Que o dinheiro esconde, mas não pode comprar...


A humanidade perdeu a essência de ser humano,
Não há mais carne sobre os ossos, é tudo de plástico!
O que se tem não é mais do que corações congelados e ideias enlatadas.
Estamos cercados pelo vazio da vaidade, e assim a estética prevalece
Sucumbindo a beleza simplória da vida...

(Alice Santana)


E sobre a educação...

Linha do Tempo

Eu já tentei entender
A ignorância que faz,
Tudo isso ruir e a inteligência parar.
Tanta besteira passada
De geração em geração,
Será o senso comum, fazendo educação?
Ninguém se importa não!
Esta é a situação!

E quando eu crescer,
O que eu vou ser?
Se tudo aquilo que sou
Eu não queria ser.

Por trás desses muros (muros e grades)
Aprendi um alfabeto – De inutilidades.
Como vou decidir
Quem eu quero ser,
Ao invés de álgebra por que não me ensinam a viver?
Eu já tentei entender – Mas, já não quero entender.
Por que agora é "tanto faz" – E mando tudo se fuder

Ninguém se importa não!
Esta é a situação!
Eu passei de ano – Mas, na escola da vida – Vou entrar pelo cano.
Eu passei (eu não sei)
Eu passei (eu não sei)
Eu não sei viver!

(Alice Santana e Jimmi Mello)